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domingo, 7 de dezembro de 2008

Cobranças

Acordo com o toque do telefone. É a mocinha do telemarketing. Só para me lembrar o dia do vencimento da fatura do cartão. “Putz logo cedo cobrança”. Antes fosse só essa...

Inúmeras são as reclamações contra empresas de telemarketing. Mas se for pra reclamar de tudo que gera cobrança fora de hora, os fóruns e tribunais não dariam conta do recado.

Na escola, é dos professores;
Em casa, da família;
No estágio, do chefe, do chefão, da secretária dos chefes, da sala ao lado, do departamento acima, do público e de todos que possam acrescentar a sua “experiência”;
No banco, crédito;
Com os amigos, atenção;
No ônibus; o cobrador;
E até os desconhecidos (olhem só!!!) te cobram gentilezas, cordialidade;
Com os amores...Ah, os amores...O que nos cobram, o quanto exige...O que nos sobra.

Somos educados na base da cobra. Inicialmente cobra-se modos, cobra-se postura, cobra-se educação.
Mais tarde, cobra-se dedicação, esforço, atitude.
No fim, a conseqüência é que essa cobra pica, fere e se torna esse animal venenoso que és.

Pessoas intensas, alegres, animadas. E domesticada
Gente estranha, esquisita, isolada. E domada.

Não importa o que é. Você é fruto de algum dogma, planejado por alguém que jamais te conheceu, mas que já idealizava as forminhas corretas de utilização pessoal.

Fim do dia. O telefone toca. Não identifico o telefone. “Hummm. Quem será? O môzinho, a amiga, o desejado, contatos profissionais?”.

Ah desculpe, foi engano...
Avisam que me enganam!?