Eu o “conheci” em um fim de ano. Isto se, ouvir um nome e sentar ao lado significa conhecer.
Era uma balada e a Monise ali era outra Monise.Ele também não parecia ele, por isso considero que o “conheci” ali; nossos “outros” se conheceram antes de nós. Não trocamos uma palavra.
Alguns dias depois teve um bar. E em meio a algumas cervejas e meias porções eu o “conheci” um pouquinho mais. Dividimos boas risadas e eu gostei daquele garoto que pra mim se apresentou com uma leveza e alegria encantadora, embora os amigos o descrevesse com contrariedade a este meu ver.
Aí claro veio o “contato”. MSN, orkut e toda aquela falsa sensação de conhecimento, cumplicidade e tals. Mas veio também uma ligação verdadeira depois da Ceia de Natal.
Teve uma viagem inesperada no Ano Novo. E uma "ficada" esperada no destino. Com conversas surpreendentes no caminho. Ele nunca me ouviu como naqueles dias. Talvez por isso, nunca mais tenha aturado mais que alguns minutos de conversa. Acho que minhas verdades o cansam, o assustam.
Daqui a diante a história é toda de “achos” e aspas. Achei interesse, achei descasos, achei “amores”, achei oportunidades, “achei” encontros armados.
Achei que não queria, achei que fosse apenas mais um, achei que devia tentar, tive certeza que não era nada. Enganei-me. Somos “amigos”. Temos algum carinho em comum, em proporções extremamente diferentes.
E eu, que sou viciada em reticências, que adoro acreditar que tudo sempre tem continuação, viradas, surpresas, entradas e saídas, tenho que “aceitar” uma amizade com aspas e um ponto final nesta “história”.
domingo, 1 de março de 2009
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Dias vermelho
Que vontade de jogar tudo pro alto.
Uma sensação invade o peito e cria forças até então ocultas. Acho que muitos dos grandes gênios sejam eles artistas ou criminosos agiram sob influencia desta energia.
É um sentimento instigante e motivador. A adrenalina sobe, a paixão aumenta, os desejos ressurgem. Tudo é mais, tudo é demais. Esta sobra sufoca o meu corpo e não transcende o meu ser. São pesadas e puras emoções. Leves e cansativas . São sensações d’alma. De uma alma esperançosa e inquieta. Que age e espera. Que grita e se cala. Que se expande para não caber neste mundão, que teima em girar, tontear e permanecer estático, gélido e sombrio.
Sombras abandonadas, sensatez aposentada, lucidez contrariada...Vontades, desejos e escutas daqueles cinco dias agradavelmente femininos.
Uma sensação invade o peito e cria forças até então ocultas. Acho que muitos dos grandes gênios sejam eles artistas ou criminosos agiram sob influencia desta energia.
É um sentimento instigante e motivador. A adrenalina sobe, a paixão aumenta, os desejos ressurgem. Tudo é mais, tudo é demais. Esta sobra sufoca o meu corpo e não transcende o meu ser. São pesadas e puras emoções. Leves e cansativas . São sensações d’alma. De uma alma esperançosa e inquieta. Que age e espera. Que grita e se cala. Que se expande para não caber neste mundão, que teima em girar, tontear e permanecer estático, gélido e sombrio.
Sombras abandonadas, sensatez aposentada, lucidez contrariada...Vontades, desejos e escutas daqueles cinco dias agradavelmente femininos.
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
Rapidinhas de carnaval
Tem gente que se preocupa com a paz do mundo
Tem gente que tenta amenizar a fome dos mais necessitados
Tem gente que se preocupa com xixi do cachorro
-
Ele só usa cueca da Colcci
Será pra sustentar muito valor ou disfarçar a falta dele?
-
Tem coqueiro que não dá coco
Tem bananeira que não dá banana
Tem gente que não da gente
Tem gente que tenta amenizar a fome dos mais necessitados
Tem gente que se preocupa com xixi do cachorro
-
Ele só usa cueca da Colcci
Será pra sustentar muito valor ou disfarçar a falta dele?
-
Tem coqueiro que não dá coco
Tem bananeira que não dá banana
Tem gente que não da gente
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Sexta-Feira 13
Que o boliche combinado me aguarde por mais uma semana
Que cerveja com o meu querido jappa não esquente até o próximo convite
Que meus colegas tenham entendido o meu silêncio
Que a barra de Laka devorada ferozmente não me engorde mais que o habitual
Que a hora extra do almoço não tenha sido entendida como desleixo
Que o cinza deste dia não tenha adentrado minha alma
Que a chuva que me alegrou não tenha ferido outras pessoas
Desculpem por ter saido nua. No lugar da fantasia hoje eu preciso de colo!!!
Que cerveja com o meu querido jappa não esquente até o próximo convite
Que meus colegas tenham entendido o meu silêncio
Que a barra de Laka devorada ferozmente não me engorde mais que o habitual
Que a hora extra do almoço não tenha sido entendida como desleixo
Que o cinza deste dia não tenha adentrado minha alma
Que a chuva que me alegrou não tenha ferido outras pessoas
Desculpem por ter saido nua. No lugar da fantasia hoje eu preciso de colo!!!
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Firme Solidão
Da janela do serviço, em uma manhã de quinta-feira e ao som de Leone, enquanto aguardo as pautas que sempre chegam no fim da tarde, com dead line justíssimo só pra fazer jus a profissão jornalística, observo um dia chuvoso.
Do alto do prédio com uma ampla visão, me recordo de um texto de Arnaldo Jabor em que ele diz que a solidão é o mau do século. Ele fala da solidão exclusivamente num relacionamento a dois, onde as pessoas são sozinhas nas coisas mais simples como passear de mãos dadas ou curtir um dia chuvoso debaixo de cobertas e comendo pipoca. Porque sexo sempre há e pra isto a solidão é facilmente eliminada.
Mas não é apenas “a dois” que a solidão existe. Ela prevalece em quase todos os relacionamentos humanos.
Está chovendo e as janelas estão todas fechadas. Fico pensando nessas casas fechadas. Mas logo o pensamento volta à visão. Observo o vai e vem dos carros. A maioria absoluta está com apenas um ocupante. Bem aqui em frente um homem troca o pneu de seu carro; sozinho.
Entendo. Toda esta solidão tem nome: é segurança. As casas fechadas protegem filhos da periferia que muitas vezes passam os dias sozinhos enquanto seus pais vão a busca de um futuro melhor. Os motoristas solitários da semana, em seus caros carros estão atrás de contratos, negócios e é preciso mesmo ir sozinho porque alguns detalhes os funcionários não podem ter acesso. A dificuldade encontrada pelo homem, que debaixo de uma chuva forte troca o pneu de seu antigo carro é também solitária porque pode ser um truque para atrair um crime.
Nas buscas, geralmente estamos sozinhos. A solidão é segura. Não há riscos, não há envolvimentos. Mas a nossa segurança é frágil ao contrário da solidão que está cada vez mais firme.
A chuva ficou mais forte. Menos gente nas ruas. Os poucos correm ou se protegem com guarda chuva, sobras de teto ou sob galhos de árvores. Ninguém se atreve a água. Molhar-se significa perder a segurança de voltar a cadeira do escritório, o almoço no restaurante ou a reunião importante.
E a solidão segue com segurança, esta que se desmancha com algumas gotas do céu.
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Do alto do prédio com uma ampla visão, me recordo de um texto de Arnaldo Jabor em que ele diz que a solidão é o mau do século. Ele fala da solidão exclusivamente num relacionamento a dois, onde as pessoas são sozinhas nas coisas mais simples como passear de mãos dadas ou curtir um dia chuvoso debaixo de cobertas e comendo pipoca. Porque sexo sempre há e pra isto a solidão é facilmente eliminada.
Mas não é apenas “a dois” que a solidão existe. Ela prevalece em quase todos os relacionamentos humanos.
Está chovendo e as janelas estão todas fechadas. Fico pensando nessas casas fechadas. Mas logo o pensamento volta à visão. Observo o vai e vem dos carros. A maioria absoluta está com apenas um ocupante. Bem aqui em frente um homem troca o pneu de seu carro; sozinho.
Entendo. Toda esta solidão tem nome: é segurança. As casas fechadas protegem filhos da periferia que muitas vezes passam os dias sozinhos enquanto seus pais vão a busca de um futuro melhor. Os motoristas solitários da semana, em seus caros carros estão atrás de contratos, negócios e é preciso mesmo ir sozinho porque alguns detalhes os funcionários não podem ter acesso. A dificuldade encontrada pelo homem, que debaixo de uma chuva forte troca o pneu de seu antigo carro é também solitária porque pode ser um truque para atrair um crime.
Nas buscas, geralmente estamos sozinhos. A solidão é segura. Não há riscos, não há envolvimentos. Mas a nossa segurança é frágil ao contrário da solidão que está cada vez mais firme.
A chuva ficou mais forte. Menos gente nas ruas. Os poucos correm ou se protegem com guarda chuva, sobras de teto ou sob galhos de árvores. Ninguém se atreve a água. Molhar-se significa perder a segurança de voltar a cadeira do escritório, o almoço no restaurante ou a reunião importante.
E a solidão segue com segurança, esta que se desmancha com algumas gotas do céu.
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Solidão. segurança
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Conto de uns contos
Deu pra gostar de crônicas. Coleciona algumas e acha que todas a completam.
Talvez esteja vazia. Talvez precise de complementos. Prefiro achar que se abriu para um mundo novo.
Um mundo maior do que o de histórias bem narradas. Uma seqüência menos lógica do que tem vivido. Agora vê e participa de contos alheios. Trancou a limitação e está na rua. Observando e vivendo outros mundos.
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Talvez esteja vazia. Talvez precise de complementos. Prefiro achar que se abriu para um mundo novo.
Um mundo maior do que o de histórias bem narradas. Uma seqüência menos lógica do que tem vivido. Agora vê e participa de contos alheios. Trancou a limitação e está na rua. Observando e vivendo outros mundos.
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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
A Lista
Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você já desistiu de sonhar!
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar
Quantos você já desistiu de sonhar!
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora
Hoje é do jeito que achou que seria?
Quantos amigos você jogou fora
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber
Quantas mentiras você condenava
Quantas você teve que cometer
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você
Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você
Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você
OSWALDO MONTENEGRO - A lista
...ainda refletindo algumas saudades!!!
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Eu tô tentando
Eu tou tentando largar o cigarro
eu tou tentando remar meu barco
eu tou tentando armar um barraco
eu tou tentando não cair no buraco
Eu tou tentando tirar o atraso
eu tou tentando te dar um abraço
eu tou penando pra driblar o fracasso
eu tou brigando pra enfrentar o cangaço
Eu tou tentando ser brasileiro
eu tou tentando saber o que é isso
eu tou tentando ficar com Deus
eu tou tentando que Ele fique comigo
eu tou fincando meus pés no chão
Eu tou tentando ganhar um milhão
eu tou tentando ter mais culhão
eu tou treinando pra ser campeão
eu tou tentando ser feliz
Eu tou tentando te fazer feliz(bis)
eu tou tentando entrar em forma
eu tou tentando enganar a morte
eu tou tentando ser atuante
Eu tou tentando ser boa amante
eu tou tentando criar meu filho
eu tou tentando fazer meu filme
eu tou chutando pra marcar um gol
eu tou vivendo de rock 'n roll
KID ABELHA - Eu tô tentando
eu tou tentando remar meu barco
eu tou tentando armar um barraco
eu tou tentando não cair no buraco
Eu tou tentando tirar o atraso
eu tou tentando te dar um abraço
eu tou penando pra driblar o fracasso
eu tou brigando pra enfrentar o cangaço
Eu tou tentando ser brasileiro
eu tou tentando saber o que é isso
eu tou tentando ficar com Deus
eu tou tentando que Ele fique comigo
eu tou fincando meus pés no chão
Eu tou tentando ganhar um milhão
eu tou tentando ter mais culhão
eu tou treinando pra ser campeão
eu tou tentando ser feliz
Eu tou tentando te fazer feliz(bis)
eu tou tentando entrar em forma
eu tou tentando enganar a morte
eu tou tentando ser atuante
Eu tou tentando ser boa amante
eu tou tentando criar meu filho
eu tou tentando fazer meu filme
eu tou chutando pra marcar um gol
eu tou vivendo de rock 'n roll
KID ABELHA - Eu tô tentando
...refletindo algumas tentativas!!!
domingo, 1 de fevereiro de 2009
Fortuna
Passar a melhor madrugada dos ultimos tempos comendo sorvete na calçada com a melhor amiga, sob um céu deslumbrantemente estrelado que te faz ver como a vida é infinita e nos induz a viajar ainda mais nas idéias, sonhos, projetos e vontades.
Levar um buzinão na rua e quando estiver preste a concluir o quanto dirige mal ouvir o motorista dizer: é que é tão raro ver moças bonitas e solitárias nas noites de sábado que tive que fazer isto pra ver se era miragem, travesti ou realidade.
Não entendi, mas ri. MUITO.
Acordar as 13h de um domingão com o cheirinho do almoço feito por papai e com um doce pedido: Sú, acorda pra você provar o novo prato que eu inventei.
Passar a tarde no balanço da rede ouvindo MPB no último volume, cantando com a minha voz habitualmente baixa e totalmente fora de ritmo.
Encontrar as simplicidades que me fazem muito rica, sem precisar de um buzinão ou de grandes acontecimentos pra constatar as minhas verdades.
Isto = Aquilo
Ouvindo um “amigo” falando de relacionamento, de escolhas de vida, entre muitas coisas ele me disse escolher não amar. Na hora e por alguns dias seguintes eu fiquei achando isto um absurdo. Escolher não amar é uma opção de fracos. Como renegar em sua vida algo que é a razão da dela? Acho de uma frieza imensamente triste adotar esta posição, mas respeito. Sou fiel ao pensamento de Voltaire quando diz:
“Posso não concordar com uma só palavra sua, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-la.”
Mas fiquei encucada com isso de “escolher não amar”. Algum filósofo, que não me recordo, uma vez disse que amar é uma decisão. E eu por muito tempo achei que este tivesse razão. Mas para concordar com ele teria que admitir que escolher não amar também têm coerência. E realmente não tem.
Nesta imensa confusão com sentimentos alheios, eu voltei para os meus.
Ok, escolher não amar é uma decisão que eu não pretendo adotar, mas ainda assim, louca pra amar, eu também não amo (entenda neste caso apenas amor num relacionamento a dois).
E aí, o que é mais frio, escolher não amar ou...simplesmente não amar???
Ainda estou pensando. Tentando descobrir qual frieza é menos covarde.
“Posso não concordar com uma só palavra sua, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-la.”
Mas fiquei encucada com isso de “escolher não amar”. Algum filósofo, que não me recordo, uma vez disse que amar é uma decisão. E eu por muito tempo achei que este tivesse razão. Mas para concordar com ele teria que admitir que escolher não amar também têm coerência. E realmente não tem.
Nesta imensa confusão com sentimentos alheios, eu voltei para os meus.
Ok, escolher não amar é uma decisão que eu não pretendo adotar, mas ainda assim, louca pra amar, eu também não amo (entenda neste caso apenas amor num relacionamento a dois).
E aí, o que é mais frio, escolher não amar ou...simplesmente não amar???
Ainda estou pensando. Tentando descobrir qual frieza é menos covarde.
sábado, 31 de janeiro de 2009
Comidinha Básica
Num desses papos de “mulheres bem resolvidas” e, em nível de igualdade com vocabulários masculinos, falava com uma amiga sobre relacionamentos (ou não!).
Enquanto ela se queixava que em sua maré não havia peixe eu falava que os meus andam famintos demais.
Sozinha só fica quem quer. Mas isso não quer dizer que ter companhia está fácil. Não, definitivamente não está.
Recebo convites, elogios e todos os xavecos habituais. Com a única finalidade de matar a fome. Já me dá enjoou antes. “Ah, mas você também não está com fome?”
Sim, estou. Mas a minha fome não passa só com lingüiça.
Não quero caviar, como ela sugeriu. Caviar é caro, leva tempo pra entrar na sua rotina. Primeiro tem que trabalhar, conseguir uma grana, status e então começar a degustá-lo. Assim como o amor, exige tempo, vivência e experiência.
Mas alguns acompanhamentos básicos são necessários até pra uma comidinha básica. Uma lingüiça fica bem melhor com arroz, feijão e farofa. Uma trepada também é BEM melhor com carinhos, atenção, entrosamento, calor. O restante é a la carte, depende do momento, do apetite, de cada um.
Fato é que andorinha sozinha não faz verão. Lingüiça pura não mata a fome. E peixe pequeno eu não pesco.
Já que o texto está esdruxulo mesmo, entenda-se por pequeno gente que se contenta com pouco, que deseja sem vontade, que usa vara para qualquer sardinha e que come qualquer coisinha.
Enquanto ela se queixava que em sua maré não havia peixe eu falava que os meus andam famintos demais.
Sozinha só fica quem quer. Mas isso não quer dizer que ter companhia está fácil. Não, definitivamente não está.
Recebo convites, elogios e todos os xavecos habituais. Com a única finalidade de matar a fome. Já me dá enjoou antes. “Ah, mas você também não está com fome?”
Sim, estou. Mas a minha fome não passa só com lingüiça.
Não quero caviar, como ela sugeriu. Caviar é caro, leva tempo pra entrar na sua rotina. Primeiro tem que trabalhar, conseguir uma grana, status e então começar a degustá-lo. Assim como o amor, exige tempo, vivência e experiência.
Mas alguns acompanhamentos básicos são necessários até pra uma comidinha básica. Uma lingüiça fica bem melhor com arroz, feijão e farofa. Uma trepada também é BEM melhor com carinhos, atenção, entrosamento, calor. O restante é a la carte, depende do momento, do apetite, de cada um.
Fato é que andorinha sozinha não faz verão. Lingüiça pura não mata a fome. E peixe pequeno eu não pesco.
Já que o texto está esdruxulo mesmo, entenda-se por pequeno gente que se contenta com pouco, que deseja sem vontade, que usa vara para qualquer sardinha e que come qualquer coisinha.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Traição
Cansei de trair. Tá na hora de ser mais leal.
Cansei de trair o amor, a sinceridade, a honestidade.Cansei de trair as minhas verdades
Cansei de me trair.
Cansei de sorrir pra hipocrisia.
Cansei de conquistar o amor com os joguinhos de sedução.
Cansei de enganar a sinceridade me fingindo de “boa praça”.
Cansei de iludir a honestidade ficando em harmonia com a cumplicidade.
Trai-me muito. Fiz o jogo dos outros. Entrei de gaiata e até que me dei bem, mas cansei.
Traição agora só com a verdade alheia.
Porque pra quem merece a mentira, a traição é sempre a melhor opção.
Traia: conte verdades.
Traia: seja legal.
Traia: seja você.
A pior traição é ser verdadeira!!!
Cansei de trair o amor, a sinceridade, a honestidade.Cansei de trair as minhas verdades
Cansei de me trair.
Cansei de sorrir pra hipocrisia.
Cansei de conquistar o amor com os joguinhos de sedução.
Cansei de enganar a sinceridade me fingindo de “boa praça”.
Cansei de iludir a honestidade ficando em harmonia com a cumplicidade.
Trai-me muito. Fiz o jogo dos outros. Entrei de gaiata e até que me dei bem, mas cansei.
Traição agora só com a verdade alheia.
Porque pra quem merece a mentira, a traição é sempre a melhor opção.
Traia: conte verdades.
Traia: seja legal.
Traia: seja você.
A pior traição é ser verdadeira!!!
3
Três são os principais poderes do nosso país, que pouco representam.
Três são os pontos finais que juntos formam as reticências e permitem vários finais para um mesmo fim.
Três são várias coisas, muito mais que três.
Três também sou eu.
Sou o começo de uma interminável seqüência.
Sou ímpar.
Tenho três amores, tenho três estrelas, tenho três amigos. Mas eles não se somam; todos os três são apenas três.
No céu uma infinita constelação. Três estrelas se destacam por sua união. Cada lugar do mundo tem uma lenda para isso. Talvez a astronomia explique melhor.
Assim também são as minhas estrelas. Juntas e de destaque. Um único brilho.
Às vezes muito longe. Assim como no céu, às vezes encobertos. Mas a certeza de que sempre estarão brilhando, é o que me anima a continuar caminhando.
É só olhar pro alto. É onde estão as minhas estrelas.
Três são os pontos finais que juntos formam as reticências e permitem vários finais para um mesmo fim.
Três são várias coisas, muito mais que três.
Três também sou eu.
Sou o começo de uma interminável seqüência.
Sou ímpar.
Tenho três amores, tenho três estrelas, tenho três amigos. Mas eles não se somam; todos os três são apenas três.
No céu uma infinita constelação. Três estrelas se destacam por sua união. Cada lugar do mundo tem uma lenda para isso. Talvez a astronomia explique melhor.
Assim também são as minhas estrelas. Juntas e de destaque. Um único brilho.
Às vezes muito longe. Assim como no céu, às vezes encobertos. Mas a certeza de que sempre estarão brilhando, é o que me anima a continuar caminhando.
É só olhar pro alto. É onde estão as minhas estrelas.
domingo, 18 de janeiro de 2009
Acidente (?)
Meu, o teto da renascer caiu.
Esta frase da uma aula de semiótica incrível!!!! Realmente não necessita de complementos.Será que Deus resolveu vir a Terra, e chegou com muita força??? Ou os louvores para alcançar o céu estavam começando a surgir efeito???
E os meus charás (os Hernandez, donos da igreja), lá nos States, tranquilos, milionários, mas orando!!!
Tem fatos muitos simples de entender.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Contra o egoísmo.
Este não é mais um entre tantos textos que defendem o “direito a vida”. E muito menos um relato de uma grávida desesperada. Tampouco uma apologia. É uma sólida opinião. A FAVOR do aborto. E se você é daqueles que também nunca pararam pra pensar por si, sempre seguiu o que ouviu, desde que por este caminho está, talvez queira me condenar à fogueira. Um favor: dá logo um tiro, porque eu tenho pavor de calor!!!
Sei que se declarar abertamente a favor de algo que é considerado crime em nosso país, pode me condenar de imediato. O aborto é crime previsto em lei, mas não é por isso que as pessoas o repugnam. Nesse caso, a opinião quase que unânime está ligada a vínculos religiosos. Ainda que inconscientemente.
É pavoroso estar no meio de uma discussão sobre o assunto e quando questionar alguém sobre o porque da sua posição contrária ao aborto, ouvir a máxima “nem precisa explicar né”.
Defender o direito ao aborto é eficazmente defender o direito a vida. Porque vida não deve se resumir ao simples ato de nascer.
É obvio, que assim como grandes partes dos países avançados e pensantes do mundo, o nosso Brasilzinho vai liberar o aborto. Mas enquanto isso não acontece, a mulher continua a não ser dona do seu corpo, continua a ser obrigada a ter filho.
Neste momento aparecem os defensores. Defensores sabem nem eles direito do quê. Com seus conceitos sempre ultrapassados:
- É só se cuidar que isto não acontece.
- Não devemos tirar o direito da vida de um ser indefeso
- Já há vida desde os primeiros dias
...e todos os bla bla blas que não mudam nunca e todo mundo já sabe de cor.
É fato, que com a prevenção, a possibilidade de uma gravidez reduz consideravelmente. Mas, em primeiro, que NENHUM método é 100% seguro e o “anjinho” pode sim descer do céu sem ser solicitado. E aí? É certo trazer para o mundo, alguém que não será bem vindo. As regras de etiqueta e convívio social sempre dizem para não convidar pessoas indesejadas. Mas no caso do aborto, é lei, é obrigação aceitar este alguém. É preciso amor para uma convivência tão assídua como uma relação familiar. E não é um artigo que basta para compor este amor.
E outra, que atire a primeira pedra que nunca agiu por impulso, ainda mais com tesão na parada.
As leis brasileiras são ultrapassadas, assim como quase tudo que é imposto por religiões. E a contrariedade ao aborto se firma entre esses dois vulneráveis alicerces.
Minha opinião se baseia em apenas um aspecto: o amor às crianças. E agora, trabalhando frequentemente com estes seres iluminados, sei o quanto é injusto aceitá-los só por cumprimento a uma lei e por medo dos maus olhares da sociedade.
As mulheres um dia não tiveram o direito de escolheres seus maridos;
As mulheres foram queimadas em fogueiras por livre arbítrio;
As mulheres não puderam trabalhar;
Isto mudou.
Mas elas ainda são obrigadas a terem um filho. Independente de não terem apoio emocional, abrigo, condições psicológicas...Um equívoco cometido, onde nós mulheres, sozinhas, somos OBRIGADAS a responder pelas “consequências”...Mas caso não queira, é só aguardar nove meses e despejar o hóspede em algum abrigo, albergue. Por que este tipo de descaso é permitido por lei.
É certo isso? É humano isso? É divino isso?
Sei que se declarar abertamente a favor de algo que é considerado crime em nosso país, pode me condenar de imediato. O aborto é crime previsto em lei, mas não é por isso que as pessoas o repugnam. Nesse caso, a opinião quase que unânime está ligada a vínculos religiosos. Ainda que inconscientemente.
É pavoroso estar no meio de uma discussão sobre o assunto e quando questionar alguém sobre o porque da sua posição contrária ao aborto, ouvir a máxima “nem precisa explicar né”.
Defender o direito ao aborto é eficazmente defender o direito a vida. Porque vida não deve se resumir ao simples ato de nascer.
É obvio, que assim como grandes partes dos países avançados e pensantes do mundo, o nosso Brasilzinho vai liberar o aborto. Mas enquanto isso não acontece, a mulher continua a não ser dona do seu corpo, continua a ser obrigada a ter filho.
Neste momento aparecem os defensores. Defensores sabem nem eles direito do quê. Com seus conceitos sempre ultrapassados:
- É só se cuidar que isto não acontece.
- Não devemos tirar o direito da vida de um ser indefeso
- Já há vida desde os primeiros dias
...e todos os bla bla blas que não mudam nunca e todo mundo já sabe de cor.
É fato, que com a prevenção, a possibilidade de uma gravidez reduz consideravelmente. Mas, em primeiro, que NENHUM método é 100% seguro e o “anjinho” pode sim descer do céu sem ser solicitado. E aí? É certo trazer para o mundo, alguém que não será bem vindo. As regras de etiqueta e convívio social sempre dizem para não convidar pessoas indesejadas. Mas no caso do aborto, é lei, é obrigação aceitar este alguém. É preciso amor para uma convivência tão assídua como uma relação familiar. E não é um artigo que basta para compor este amor.
E outra, que atire a primeira pedra que nunca agiu por impulso, ainda mais com tesão na parada.
As leis brasileiras são ultrapassadas, assim como quase tudo que é imposto por religiões. E a contrariedade ao aborto se firma entre esses dois vulneráveis alicerces.
Minha opinião se baseia em apenas um aspecto: o amor às crianças. E agora, trabalhando frequentemente com estes seres iluminados, sei o quanto é injusto aceitá-los só por cumprimento a uma lei e por medo dos maus olhares da sociedade.
As mulheres um dia não tiveram o direito de escolheres seus maridos;
As mulheres foram queimadas em fogueiras por livre arbítrio;
As mulheres não puderam trabalhar;
Isto mudou.
Mas elas ainda são obrigadas a terem um filho. Independente de não terem apoio emocional, abrigo, condições psicológicas...Um equívoco cometido, onde nós mulheres, sozinhas, somos OBRIGADAS a responder pelas “consequências”...Mas caso não queira, é só aguardar nove meses e despejar o hóspede em algum abrigo, albergue. Por que este tipo de descaso é permitido por lei.
É certo isso? É humano isso? É divino isso?
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
Viajando com as montanhas
Tenho poucos medos nessa vida. Talvez sobrem dedos de uma mão para enumerá-los. Um deles, não sei bem se é medo, mas é algo que muito me faz pensar: montanhas.
Adoro viajar, mas sempre que a estrada tem como paisagem montanhas, eu fico apreensiva. Quanto mais alta e fechada for a montanha, mais longe vão meus pensamentos . Acho que irracionalmente luto para tentar quebrá-las, vencê-las.
Os carros passando, toda a vida das cidades acontecendo e as montanhas sempre lá, como grandes observadoras da situação. Mas não são simples espectadoras, elas são superiores, estáticas. E eu tenho pavor de coisas sem movimentos.
Não há a menor graça quando não existe interatividade. E isto serve tanto para objetos, natureza, quanto para pessoas.
Sabe, eu prefiro o vento que pode vir e acabar com tudo e nos dá a possibilidade da reconstrução, do que as montanhas, paradas, sólidas, firme, frias, mas que nunca se renovam.
Assim é meu gosto também com humanos. Prefiro os que chegam, arrasam, caem, levantam e passam a vida num vendaval, do que aquelas pessoas que servem de exemplo por ter conseguido uma vida estável e sólida e bla bla blas.
É sempre assim, em toda viagem, eu viajo. Seja por estradas, por pensamentos ou por picos de montanhas.
Abaixo uma poesia MARAVILHOSA, de autoria de Luciano Pereira de Souza que descreve perfeitamente esses meus sentimentos.
EU QUE QUERIA SER RIO
Eu tinha um caminho a trilhar,
mas resolvi estacionar.
Optei pela velha realidade
e afoguei a minha verdade,
por medo de perder aquilo que não poderia ter.
Eu que queria ser rio, hoje sou montanha.
Acabei trocando o meu mundo
por um maldito canudo.
Agora vivo a me anestesiar
pensando em algum dia acordar.
Hoje, sou um homem sério, conquistei a minha paz de cemitério
Eu que queria ser rio, hoje sou montanha.
Agora só importa o material
e isso me faz tão mal.
Eu que sonhava com grandes vitórias
acabei mudando o curso da minha história.
E o meu sonho de infância foi sufocado pela minha ignorância.
Eu que queria ser rio, hoje sou a montanha.
Se pudesse voltar atrás
abriria mão dessa suposta paz.
E ficaria em constante perigo,
mas satisfeito comigo.
Só quis escutar a razão, agora não me sinto bem
com meu coração.
Eu que queria ser rio, hoje sou a montanha.
Luciano participa do Entremeio Literário criado pela coordenadoria de Cultura de Mogi das Cruzes. Para conhecer este e mais outros expressivos escritores compareça ás “Terças Literárias”, a partir das 19h no Casarão do Carmo, na própria cidade de Mogi.
Marcadores:
escalada,
Luciano Pereira de Souza,
Monise Hernandez
domingo, 28 de dezembro de 2008
Reflexões de fim
Mais um fim de ano. Mais uma época de reflexão. Creio que não há sujeito algum no mundo que não pare, ao menos por alguns instantes, em final de ano. Pra pensar, pra rir, pra chorar, pra planejar, pra sonhar.
Eu também parei. Alias, tô parada. Estou pensando, analisando o meu ano. E só tenho a agradecer.
Se eu pudesse definir este ano em apenas uma palavra, diria que ele foi engraçado.
Não apenas por ter sido recheado de boas risadas, mas porque foi um ano em que tudo aconteceu de maneira diferente ao que eu almejava. E foi tudo muito bom. Engraçado.
Arrumei um emprego novo. Arrumei amigos novos. Arrumei sonhos novos. Mas me mantive desarrumada.
Fiz questão de manter alguns pontos em desordem. Acho que a vida não tem sentido quando tudo está com sentido.
Continuei sentindo e, quando você sente verdadeiramente, o sentido não dura muito tempo.
Mas mesmo com alguma desordem, este ano também me esclareceu muitas coisas. Inclusive que rir é um antídoto para quase todos os males.
Tirei pesos que por muitos anos eu fiz questão de carregar. Pesos totalmente desnecessários.
Ah, como é bom caminhar leve, feliz...e sorrindo!!!
Só lamento ele não ter sorrido comigo. Ele não ter compreendido o meu riso...Que fique com a certeza de sua dúvidas.
Agora, para o próximo ano e para toda a vida, eu quero gente leve, de cara lavada e alma exposta. Cansei de esconderijos. Vamos mostrar ao mundo ao que viemos.
E se nada der certo?
Alguma coisa dá plenamente certo???
Sorria, você está sendo filmado...
Eu também parei. Alias, tô parada. Estou pensando, analisando o meu ano. E só tenho a agradecer.
Se eu pudesse definir este ano em apenas uma palavra, diria que ele foi engraçado.
Não apenas por ter sido recheado de boas risadas, mas porque foi um ano em que tudo aconteceu de maneira diferente ao que eu almejava. E foi tudo muito bom. Engraçado.
Arrumei um emprego novo. Arrumei amigos novos. Arrumei sonhos novos. Mas me mantive desarrumada.
Fiz questão de manter alguns pontos em desordem. Acho que a vida não tem sentido quando tudo está com sentido.
Continuei sentindo e, quando você sente verdadeiramente, o sentido não dura muito tempo.
Mas mesmo com alguma desordem, este ano também me esclareceu muitas coisas. Inclusive que rir é um antídoto para quase todos os males.
Tirei pesos que por muitos anos eu fiz questão de carregar. Pesos totalmente desnecessários.
Ah, como é bom caminhar leve, feliz...e sorrindo!!!
Só lamento ele não ter sorrido comigo. Ele não ter compreendido o meu riso...Que fique com a certeza de sua dúvidas.
Agora, para o próximo ano e para toda a vida, eu quero gente leve, de cara lavada e alma exposta. Cansei de esconderijos. Vamos mostrar ao mundo ao que viemos.
E se nada der certo?
Alguma coisa dá plenamente certo???
Sorria, você está sendo filmado...
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sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
Valer a Pena
TUDO VALE A PENA SE A ALMA NÃO É PEQUENA.
Fernando Pessoa
Este valer a pena é tão grande que assusta. Assusta pensar que TUDO vale a pena.
Ora, ora, não é assim que fui ensinada. Há várias regras e conceitos a serem cumpridos que precisam ser levados em contas, ainda que não valha tanto a pena.
Foi assim que eu pensei durante alguns anos. Foram pensamentos como este que me fizeram uma pessoa angustiada, pesada. Foi o meu tempo de perfeição. Quanta ironia!!!
Eu, por muito tempo, busquei a perfeição. Sim, ao total do contrário do que sou hoje. Talvez quem me conheça hoje ache esta afirmação uma piada. E, de fato, é mesmo. Querer a perfeição só pode ser uma piada. Uma piada passada de geração em geração.
Uma idealização elaborada por algum brincalhão muito esperto que jamais imaginou que a humanidade criaria tantos estudos e técnicas almejando a perfeição.
Já diria Voltaire:
“Deus é um comediante a atuar para uma platéia assustada demais para rir.”
Hoje, livre da tortura de querer a perfeição, da insistência em caber em determinados moldes, sei que realmente tudo vale a pena. E eu poderia citar aqui inúmeras situações, pessoais ou mesmo ilusórias, mas o VALER A PENA, não preciso de complemento ou ilustrações.
Fernando Pessoa
Este valer a pena é tão grande que assusta. Assusta pensar que TUDO vale a pena.
Ora, ora, não é assim que fui ensinada. Há várias regras e conceitos a serem cumpridos que precisam ser levados em contas, ainda que não valha tanto a pena.
Foi assim que eu pensei durante alguns anos. Foram pensamentos como este que me fizeram uma pessoa angustiada, pesada. Foi o meu tempo de perfeição. Quanta ironia!!!
Eu, por muito tempo, busquei a perfeição. Sim, ao total do contrário do que sou hoje. Talvez quem me conheça hoje ache esta afirmação uma piada. E, de fato, é mesmo. Querer a perfeição só pode ser uma piada. Uma piada passada de geração em geração.
Uma idealização elaborada por algum brincalhão muito esperto que jamais imaginou que a humanidade criaria tantos estudos e técnicas almejando a perfeição.
Já diria Voltaire:
“Deus é um comediante a atuar para uma platéia assustada demais para rir.”
Hoje, livre da tortura de querer a perfeição, da insistência em caber em determinados moldes, sei que realmente tudo vale a pena. E eu poderia citar aqui inúmeras situações, pessoais ou mesmo ilusórias, mas o VALER A PENA, não preciso de complemento ou ilustrações.
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Gente chata
Gente chata esse pessoal que é legal o tempo todo.
Contraditório? Talvez, mas apenas para quem se limita a uma visão superficial.
Quando me falam que alguém é “mó legal”, já não tenho a menor vontade em conhecer. Na verdade, porque já o conheço previamente. Esse alguém é gentil, cordial, ri e cumprimenta a todos na hora correta. Dá o tapinha nas costas no momento exato, convive harmoniosamente em grupos, seja este qual for. Adapta-se a estilos, pessoas e lugares. É sempre solicitado por amigos, colegas, familiares. Tem o dom de fazer todos “felizes”. Ou seja, é aquela pessoa que não te acrescenta nenhum desafio, é o amigo ideal para quem gosta de mesmice.
Agora, quando me falam mal de alguém, que foi chato, inconveniente, já me interesso na hora. Se a pessoa foi chata, sinal que ela descordou de você, logo, possui uma opinião, não diz amém a tudo que lhe é exposto. Isto pra ficar num exemplo simples e cotidiano, porque os chatos têm um montão de vantagens.
Eles nos fazem utilizar diversos sentidos para conhecê-los. Não nos oferecem conhecimento prévio, como os legais. Exigem coragem e disposição para conhecê-los por detrás da capa. São, na maioria das vezes, autênticos. Não se importam com a opinião alheia. Sabem que essa opinião de legais é muito generalista, abrangente e...rasa!!!
Porque eles sabem que curtir a vida, não é ir ou fazer o que todo mundo faz.
Alias, todo mundo é típico dos legais.
Todo mundo gosta dela.
Todo mundo vai.
Todo mundo ouve.
Todo mundo faz.
Todo mundo sabe.
Todo mundo é legal.
Todo mundo é muita gente e eu prefiro grupos menores, seletos. Todo mundo anda legal demais para o meu gosto!!!
Contraditório? Talvez, mas apenas para quem se limita a uma visão superficial.
Quando me falam que alguém é “mó legal”, já não tenho a menor vontade em conhecer. Na verdade, porque já o conheço previamente. Esse alguém é gentil, cordial, ri e cumprimenta a todos na hora correta. Dá o tapinha nas costas no momento exato, convive harmoniosamente em grupos, seja este qual for. Adapta-se a estilos, pessoas e lugares. É sempre solicitado por amigos, colegas, familiares. Tem o dom de fazer todos “felizes”. Ou seja, é aquela pessoa que não te acrescenta nenhum desafio, é o amigo ideal para quem gosta de mesmice.
Agora, quando me falam mal de alguém, que foi chato, inconveniente, já me interesso na hora. Se a pessoa foi chata, sinal que ela descordou de você, logo, possui uma opinião, não diz amém a tudo que lhe é exposto. Isto pra ficar num exemplo simples e cotidiano, porque os chatos têm um montão de vantagens.
Eles nos fazem utilizar diversos sentidos para conhecê-los. Não nos oferecem conhecimento prévio, como os legais. Exigem coragem e disposição para conhecê-los por detrás da capa. São, na maioria das vezes, autênticos. Não se importam com a opinião alheia. Sabem que essa opinião de legais é muito generalista, abrangente e...rasa!!!
Porque eles sabem que curtir a vida, não é ir ou fazer o que todo mundo faz.
Alias, todo mundo é típico dos legais.
Todo mundo gosta dela.
Todo mundo vai.
Todo mundo ouve.
Todo mundo faz.
Todo mundo sabe.
Todo mundo é legal.
Todo mundo é muita gente e eu prefiro grupos menores, seletos. Todo mundo anda legal demais para o meu gosto!!!
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Sinfonia de fim de semana
Sono, ônibus, indecisão.
RISOS.
Definição, exposição, aquisição
RISOS.
Conhecimento, perdição, alimentação.
RISOS.
Compras, cultura, liberdade.
RISOS.
Parque, luzes, andanças.
RISOS.
Enjoou, dor de cabeça, sono
Expectativa, saída, encontro.
RISOS.
Espera, percurso, adrenalina.
RISOS.
Recepção, onomatopéias, inquietações.
RISOS.
Jogo, surpresa, admiração.
RISOS.
Refeição, desembaraço, flash.
RISOS.
Sorteio, suspense, decepção.
RISOS.
Volta, adrenalina, lorotas.
RISOS.
Sorvete, impressões, afinidades.
RISOS
Partida, desejo, amigos.
Se não for divertido, não faça!!!
RISOS.
Definição, exposição, aquisição
RISOS.
Conhecimento, perdição, alimentação.
RISOS.
Compras, cultura, liberdade.
RISOS.
Parque, luzes, andanças.
RISOS.
Enjoou, dor de cabeça, sono
Expectativa, saída, encontro.
RISOS.
Espera, percurso, adrenalina.
RISOS.
Recepção, onomatopéias, inquietações.
RISOS.
Jogo, surpresa, admiração.
RISOS.
Refeição, desembaraço, flash.
RISOS.
Sorteio, suspense, decepção.
RISOS.
Volta, adrenalina, lorotas.
RISOS.
Sorvete, impressões, afinidades.
RISOS
Partida, desejo, amigos.
Se não for divertido, não faça!!!
domingo, 14 de dezembro de 2008
O casal do trem
Ah, o amor...Cada vez mais raro de ver. Este parece ser um privilégio de poucas relações, enquanto deveria ser ELE a base para qualquer boa relação. Mas os alicerces têm sido criados de forma tão diferente, outras facetas o substituíram.
Mas nesse momento quero falar sim do amor de casal, aquele talvez mais distante do mundo, do meu mundo.
Olho casais a minha volta e me entristece. A forma como se comunicam, e neste caso não falo apenas de palavras, é tão mecânica, como se de repente, nós humanos, tivéssemos nos tornados robóticos, industrializado. Os carinhos, os apelidos, os olhares, o abraço, o chamego...tudo parece sempre igual.
Nota-se empolgação, desejo (muito desejo!!!), carência, necessidade e até mesmo oportunidade. Mas não se vê amor. Não há amor. Não se sente o amor.
Talvez eu possa estar errada, afinal o amor não se vê mesmo. Falarei então de cumplicidade, o parceiro do amor (este “ser” sem definição).
Não falo, descrevo. O CASAL DO TREM. Numa dessas idas e vindas diárias a bordo da linha F, a gente vê de tudo. Mas poucas coisas verdadeiramente te tocam. Casais, beijos e até cenas mais “profundas” são freqüentes.
Desta vez não. Foi num lugar nada propício, numa quinta-feira chuvosa, de um final de ano, que eu vi O casal.
Eram dois jovens noivos (notei a aliança na mão direita), num canto do grande vagão. Eles não se olhavam. Hora ou outra se abraçavam. Pelo olhar dele, alguma coisa o afligia. Ela o beijava; nas costas. Ele apertava sua mão como quem se agarra a um único apoio. Mais um abraço. Aquele abraço forte, que protege como uma fortaleza. Ele se ajeita no colo dela. Ela o acolhe, com uma delicadeza e compreensão só existente numa relação de cúmplices. O trem pára. Aí eles se olham. Não dizem nada. Um beijo. Um selinho. O beijo mais intenso que eu já presenciei na vida. Cada um vai para um lado da estação. Eles estão juntos.
E eu, atenta, como uma espectadora que não deseja perder um segundo do filme. Eles nem notam.
É mesmo como um filme. Eles lá e eu cá. Em mundos completamente diferentes.
Mas nesse momento quero falar sim do amor de casal, aquele talvez mais distante do mundo, do meu mundo.
Olho casais a minha volta e me entristece. A forma como se comunicam, e neste caso não falo apenas de palavras, é tão mecânica, como se de repente, nós humanos, tivéssemos nos tornados robóticos, industrializado. Os carinhos, os apelidos, os olhares, o abraço, o chamego...tudo parece sempre igual.
Nota-se empolgação, desejo (muito desejo!!!), carência, necessidade e até mesmo oportunidade. Mas não se vê amor. Não há amor. Não se sente o amor.
Talvez eu possa estar errada, afinal o amor não se vê mesmo. Falarei então de cumplicidade, o parceiro do amor (este “ser” sem definição).
Não falo, descrevo. O CASAL DO TREM. Numa dessas idas e vindas diárias a bordo da linha F, a gente vê de tudo. Mas poucas coisas verdadeiramente te tocam. Casais, beijos e até cenas mais “profundas” são freqüentes.
Desta vez não. Foi num lugar nada propício, numa quinta-feira chuvosa, de um final de ano, que eu vi O casal.
Eram dois jovens noivos (notei a aliança na mão direita), num canto do grande vagão. Eles não se olhavam. Hora ou outra se abraçavam. Pelo olhar dele, alguma coisa o afligia. Ela o beijava; nas costas. Ele apertava sua mão como quem se agarra a um único apoio. Mais um abraço. Aquele abraço forte, que protege como uma fortaleza. Ele se ajeita no colo dela. Ela o acolhe, com uma delicadeza e compreensão só existente numa relação de cúmplices. O trem pára. Aí eles se olham. Não dizem nada. Um beijo. Um selinho. O beijo mais intenso que eu já presenciei na vida. Cada um vai para um lado da estação. Eles estão juntos.
E eu, atenta, como uma espectadora que não deseja perder um segundo do filme. Eles nem notam.
É mesmo como um filme. Eles lá e eu cá. Em mundos completamente diferentes.
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
domingo, 7 de dezembro de 2008
Friedrich Nietzche
" O QUE NÓS FAZEMOS NUNCA É COMPREENDIDO, APENAS LOUVADO OU CONDENADO"
Este pensamento me esclareceu tanta coisa.
Cessou minhas angustias, desemparo ou aprovações.
Este pensamento me esclareceu tanta coisa.
Cessou minhas angustias, desemparo ou aprovações.
Cobranças
Acordo com o toque do telefone. É a mocinha do telemarketing. Só para me lembrar o dia do vencimento da fatura do cartão. “Putz logo cedo cobrança”. Antes fosse só essa...
Inúmeras são as reclamações contra empresas de telemarketing. Mas se for pra reclamar de tudo que gera cobrança fora de hora, os fóruns e tribunais não dariam conta do recado.
Na escola, é dos professores;
Em casa, da família;
No estágio, do chefe, do chefão, da secretária dos chefes, da sala ao lado, do departamento acima, do público e de todos que possam acrescentar a sua “experiência”;
No banco, crédito;
Com os amigos, atenção;
No ônibus; o cobrador;
E até os desconhecidos (olhem só!!!) te cobram gentilezas, cordialidade;
Com os amores...Ah, os amores...O que nos cobram, o quanto exige...O que nos sobra.
Somos educados na base da cobra. Inicialmente cobra-se modos, cobra-se postura, cobra-se educação.
Mais tarde, cobra-se dedicação, esforço, atitude.
No fim, a conseqüência é que essa cobra pica, fere e se torna esse animal venenoso que és.
Pessoas intensas, alegres, animadas. E domesticada
Gente estranha, esquisita, isolada. E domada.
Não importa o que é. Você é fruto de algum dogma, planejado por alguém que jamais te conheceu, mas que já idealizava as forminhas corretas de utilização pessoal.
Fim do dia. O telefone toca. Não identifico o telefone. “Hummm. Quem será? O môzinho, a amiga, o desejado, contatos profissionais?”.
Ah desculpe, foi engano...
Avisam que me enganam!?
Inúmeras são as reclamações contra empresas de telemarketing. Mas se for pra reclamar de tudo que gera cobrança fora de hora, os fóruns e tribunais não dariam conta do recado.
Na escola, é dos professores;
Em casa, da família;
No estágio, do chefe, do chefão, da secretária dos chefes, da sala ao lado, do departamento acima, do público e de todos que possam acrescentar a sua “experiência”;
No banco, crédito;
Com os amigos, atenção;
No ônibus; o cobrador;
E até os desconhecidos (olhem só!!!) te cobram gentilezas, cordialidade;
Com os amores...Ah, os amores...O que nos cobram, o quanto exige...O que nos sobra.
Somos educados na base da cobra. Inicialmente cobra-se modos, cobra-se postura, cobra-se educação.
Mais tarde, cobra-se dedicação, esforço, atitude.
No fim, a conseqüência é que essa cobra pica, fere e se torna esse animal venenoso que és.
Pessoas intensas, alegres, animadas. E domesticada
Gente estranha, esquisita, isolada. E domada.
Não importa o que é. Você é fruto de algum dogma, planejado por alguém que jamais te conheceu, mas que já idealizava as forminhas corretas de utilização pessoal.
Fim do dia. O telefone toca. Não identifico o telefone. “Hummm. Quem será? O môzinho, a amiga, o desejado, contatos profissionais?”.
Ah desculpe, foi engano...
Avisam que me enganam!?
domingo, 16 de novembro de 2008
SÓ
Estou só
O que é estar só?
É estar sem alguém ao lado?
Ou é estar com um multidão e ainda assim se sentir sozinho?
Será que "estar só" é mesmo limitado a esses tradicionais conceitos?
Eu estou só...Mas não é solidão!!!
Tão só que nem as palavras me acompanham neste texto.
Não posso definir o meu só.
Só sei que ele combina mais com -lidez do que com -lidão.
O que é estar só?
É estar sem alguém ao lado?
Ou é estar com um multidão e ainda assim se sentir sozinho?
Será que "estar só" é mesmo limitado a esses tradicionais conceitos?
Eu estou só...Mas não é solidão!!!
Tão só que nem as palavras me acompanham neste texto.
Não posso definir o meu só.
Só sei que ele combina mais com -lidez do que com -lidão.
domingo, 31 de agosto de 2008
TEMPO
Uma Pausa.
Tempo. Algo que pode ser fácil e difícil de se escrever. Quando se ouve a palavra tempo, há de se observar um misto de sentimentos. Há aquele tempo de angustias, de ternura, de conflitos... Mas há sempre o tempo. E ele pode representar o que desejamos.
O ser humano está querendo sempre ocupar seu tempo, até porque, fomos educados que “tempo vazio” não é algo bom, não é produtivo e assim, o nosso tempo é sempre corrido, ocupadíssimo.
Com esta idéia de vida cheia, tempo escasso, acabamos por viver na espera. Na espera do próximo momento, do próximo tempo, da próxima hora, do próximo instante, da próxima vida!!!
E como resultado de todo esse conflito, observa-se o mundo atual. Uma sociedade sem tempo para os seus primordiais afazeres. Um estado em que o tempo é inteiramente nosso, mas o vendemos em troca de circunstâncias.
Não existem formulas milagrosas ou o jeito certo de compreender o tempo. Existem apenas maneiras diferentes de aproveita-lo. A cada um o seu modo. Mas que não nos tornemos escravo desse tempo, dessa tecnologia, dessa modernidade.
Vida. Uma dádiva do tempo. Viva.
Vale a pena refletir: “Acreditar em algo e não o viver é desonesto” GANDHI
sábado, 16 de agosto de 2008
Olimpíadas e Eleições
Mais uns palpites...
Os Jogos Olímpicos estão aí. Ou melhor, estão lá. Do outro lado do mundo.
E daqui a gente vai tentando acompanhar. Mas não estamos tentando entender. É importante ver as pessoas comentando. Seja dos esportes, dos países, afinal, quase todo diálogo é importante.
O que me surpreende é posição da mídia neste momento. Os comentários estão focados, em grande parte, apenas na situação política da China. Num ano decisivamente político no NOSSO país. Afinal, quem está atrasado, precisando de regras, educação, saneamento, educação, leis, habitação, desenvolvimento social e evolução humana não me parecem ser a 2º potência mundial.
E os tais comentários apresentam-se supérfluos, infundados e conformistas. Apontam os defeitos de lá para assim nos deparamos com as maravilhas daqui. Sejamos realistas: o decorrer dos nossos dias não é base para julgar nenhuma nação. Pessoas sem qualificação alguma resolveram “dar pitacos” e (olhem só!) sugestões na política chinesa. Às vezes acho que só há no Brasil programas humorísticos...
Dia desses li uma imensa reportagem apontando as falhas e esquisitices da China. Descreveram com repugnância o fato da população ter se habituado a usar fraldas geriátricas durante o longo período que permanecem no trânsito. Engraçado. Brasileiro vive na merda o tempo todo e se diz o povo mais feliz do mundo. Vai ver a repugnância se deve ao fato de se manter tão pouco tempo na merda. Tem quer ser em doses intensas como nós.
Que a china deve possuir imensos problemas, sem dúvidas. Sendo sociedades constituídas por humanos e, o ser humano por humanidade imperfeito, nenhuma sociedade será perfeita. Nós, eles e todo o mundo jamais atingiremos a perfeição. Mas um pouco de razão ao palpitar política é fundamental. Que tal pensar um pouquinho sobre a nossa, principalmente em mais um ano de eleições?
Sem esse papo de que política não se discute. É por não se discutir que está uma lambança
Mas esporte a gente discute né? E a lambança é a mesma...
Como eu disse no início, nem todo diálogo é produtivo.
Vou começar a estudar comunicação alienígena.
E daqui a gente vai tentando acompanhar. Mas não estamos tentando entender. É importante ver as pessoas comentando. Seja dos esportes, dos países, afinal, quase todo diálogo é importante.
O que me surpreende é posição da mídia neste momento. Os comentários estão focados, em grande parte, apenas na situação política da China. Num ano decisivamente político no NOSSO país. Afinal, quem está atrasado, precisando de regras, educação, saneamento, educação, leis, habitação, desenvolvimento social e evolução humana não me parecem ser a 2º potência mundial.
E os tais comentários apresentam-se supérfluos, infundados e conformistas. Apontam os defeitos de lá para assim nos deparamos com as maravilhas daqui. Sejamos realistas: o decorrer dos nossos dias não é base para julgar nenhuma nação. Pessoas sem qualificação alguma resolveram “dar pitacos” e (olhem só!) sugestões na política chinesa. Às vezes acho que só há no Brasil programas humorísticos...
Dia desses li uma imensa reportagem apontando as falhas e esquisitices da China. Descreveram com repugnância o fato da população ter se habituado a usar fraldas geriátricas durante o longo período que permanecem no trânsito. Engraçado. Brasileiro vive na merda o tempo todo e se diz o povo mais feliz do mundo. Vai ver a repugnância se deve ao fato de se manter tão pouco tempo na merda. Tem quer ser em doses intensas como nós.
Que a china deve possuir imensos problemas, sem dúvidas. Sendo sociedades constituídas por humanos e, o ser humano por humanidade imperfeito, nenhuma sociedade será perfeita. Nós, eles e todo o mundo jamais atingiremos a perfeição. Mas um pouco de razão ao palpitar política é fundamental. Que tal pensar um pouquinho sobre a nossa, principalmente em mais um ano de eleições?
Sem esse papo de que política não se discute. É por não se discutir que está uma lambança
Mas esporte a gente discute né? E a lambança é a mesma...
Como eu disse no início, nem todo diálogo é produtivo.
Vou começar a estudar comunicação alienígena.
domingo, 10 de agosto de 2008
Cult (x.+) Saúde
Breve passagem...
A pessoa culta pouco provavelmente é saudável. E a reciprocidade, idem.
Cultura e saúde não habitam o mesmo corpo.
Impossível comer uma fruta como petisco enquanto se lê um livro. Meleca!!!
Impossível se concentrar numa leitura fazendo abdominal. Meleca!!!
Impossível ser culto ou saudável sem se encontrar nas tarefas acima...
O mundo te cobra saúde e cultura não é mesmo? Entendendo esse tal mundo como pessoas, exige-se cultura pra enganar o caixa do mercado e saúde pra poder chamar a atenção do sexo oposto. E de repente fica fácil aliar os dois adjetivos a humanidade
É preciso ser inteligente. E ser inteligente hoje, tem moldes. É preciso ser saudável ou cult. É preciso formas. Decore a sua e saia por aí repetindo-a concisamente de tal forma que o mundo a aceite como inteligência. É fácil. Cultura ou saudavelmente falando não há segredos. Existem regras básicas de inteligência que você encontra em palestras, livrinhos. Sempre há alguém disponível a decifrar e aceitar inteligências enlatadas.
Cultura virou termo para sacanear alguém. Saúde virou programa.
E a inteligência padronizou-se entre esses dois itens.
E a gente segue...Espertinhos. É a modernidade, evolução.
A pessoa culta pouco provavelmente é saudável. E a reciprocidade, idem.
Cultura e saúde não habitam o mesmo corpo.
Impossível comer uma fruta como petisco enquanto se lê um livro. Meleca!!!
Impossível se concentrar numa leitura fazendo abdominal. Meleca!!!
Impossível ser culto ou saudável sem se encontrar nas tarefas acima...
O mundo te cobra saúde e cultura não é mesmo? Entendendo esse tal mundo como pessoas, exige-se cultura pra enganar o caixa do mercado e saúde pra poder chamar a atenção do sexo oposto. E de repente fica fácil aliar os dois adjetivos a humanidade
É preciso ser inteligente. E ser inteligente hoje, tem moldes. É preciso ser saudável ou cult. É preciso formas. Decore a sua e saia por aí repetindo-a concisamente de tal forma que o mundo a aceite como inteligência. É fácil. Cultura ou saudavelmente falando não há segredos. Existem regras básicas de inteligência que você encontra em palestras, livrinhos. Sempre há alguém disponível a decifrar e aceitar inteligências enlatadas.
Cultura virou termo para sacanear alguém. Saúde virou programa.
E a inteligência padronizou-se entre esses dois itens.
E a gente segue...Espertinhos. É a modernidade, evolução.
Uebaaa!!!!!!!!!
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
Unidade
Desinforme.
Quando criei este blog, a idéia era fazer um balanço dos acontecimentos gerais com opinião própria. Hoje, algum tempo depois, vejo que ainda não estou no caminho idealizado. Sempre olho, sinto o meu redor, mas acabo por descrever particularidades. E isto muito me surpreende, pois sou extremamente reservada.
Pensei em cancelar, apagar tudo isto, afinal, queria um blog profissional caramba. Mas desta vez não agi no “estalo”. Refleti.
Almejava sim exercer apenas profissionalismo nestas páginas, mas analisando-me vi que minha alma e minha profissão são parceiras de jornada. Essencialmente juntas...
Uma grande profissional só existe a partir de sólidos alicerces, e são estes que vêem sendo construídos atualmente.
Sem extremismos, sabemos que a imparcialidade é utópica e, comigo não seria diferente.
Procuro o conhecimento técnico com raízes pessoais, porque é a partir destas que pretendo crescer. Sou ampla, sou única. Misturo-me, me perco, mas não mais me divido.
Não deixo meus sentimentos de lado. Vi a frieza, o domínio, as divisões e percebi que não posso ser assim. Divisões diminuem. Eu quero soma.
Sei do que posso. Sei o que devo. E tenho dimensões do caminho a percorrer...
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